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Conversation with Trupe Periferia in Curitiba

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News
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[Versão em português segue no final da página]

At the end of June, Dr Victoria Adams of the University of Leeds visited the city of Curitiba in the South of Brazil to interview cultural collectives about their experiences of engaging with Cultura Viva [Living Culture], a pioneering cultural programme developed in Brazil in the early 2000s.

Cultura Viva started life as a small-scale government programme in 2004 but has since become a federal policy and is experiencing a moment of increased investment following Luiz Inácio Lula da Silva’s re-election in 2022. At the heart of Cultura Viva is the recognition of pre-existing NGOs, cultural centres and artistic collectives throughout Brazil as Pontos de Cultura [Cultural Points] that are eligible to receive government support and funding. Its primary aim is to catalyse collectives that already exist and to support geographically diverse and marginalised communities across Brazil to produce and disseminate culture.

During her time in Curitiba, Victoria spoke to Pontos de Cultura who are longstanding members of Cultura Viva’s network, as well as those who have recently joined them, about its possibilities, limitations and the way Brazilian cultural funding is shaped by shifting political agendas.

Dr Victoria Adams with members of Trupe Periferia

Dr Victoria Adams with members of Trupe Periferia

Among these groups were Trupe Periferia, a cultural collective which has recently gained recognition as a Ponto de Cultura. It gathers young artists from across Curitiba’s peripheries to produce marginal theatre and poetry. Formed in 2019, Trupe Periferia’s creative practice is highly political given the diverse realities from which its members hail and the forms of social exclusion they face in making theatre. By producing and presenting marginal theatre in Curitiba, its work mounts a challenge to established theatrical paradigms in the city. Since its formation, Trupe Periferia has also worked with vulnerable young people across the metropolitan region of Curitiba. In 2024, it received an Honourable Mention for the Promotion of Art in Paraná from the state’s legislative assembly, and, in 2023, it won the Gralha Azul Trophy for best online show.

The contributions of Trupe Periferia, other collectives and the Cultura Viva University Consortium- which has a centre in the Federal University of Paraná- are invaluable to Victoria’s research. Beyond Curitiba, Victoria has conducted research with Pontos de Cultura in the interior of the states of São Paulo, Rio de Janeiro and Bahia.


No final de junho, a Dra. Victoria Adams, da Universidade de Leeds, visitou a cidade de Curitiba, no Sul do Brasil, para entrevistar coletivos culturais sobre suas experiências de participação no Cultura Viva, um programa cultural pioneiro desenvolvido no Brasil no início dos anos 2000.

O Cultura Viva surgiu em 2004 como um programa governamental de pequena escala, mas desde então se tornou uma política pública federal e atualmente vive um momento de ampliação dos investimentos após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. No cerne do Cultura Viva está o reconhecimento de ONGs, centros culturais e coletivos artísticos já existentes em todo o Brasil como Pontos de Cultura, tornando-os aptos a receber apoio e financiamento governamental. Seu principal objetivo é fortalecer coletivos que já existem e apoiar comunidades geograficamente diversas e historicamente marginalizadas em todo o país na produção e difusão da cultura.

Durante sua estadia em Curitiba, Victoria conversou com Pontos de Cultura que fazem parte da rede do Cultura Viva há muitos anos, bem como com aqueles que ingressaram recentemente, sobre as possibilidades e limitações da política e sobre a forma como o financiamento cultural brasileiro é moldado por mudanças nas agendas políticas.

Entre esses grupos estava a Trupe Periferia, um coletivo cultural que recentemente conquistou o reconhecimento como Ponto de Cultura. O grupo reúne jovens artistas das periferias de Curitiba para produzir teatro e poesia marginais. Fundada em 2019, a prática artística da Trupe Periferia é profundamente política, refletindo as diversas realidades de origem de seus integrantes e as formas de exclusão social que enfrentam para fazer teatro. Ao criar e apresentar teatro marginal em Curitiba, o coletivo também desafia os paradigmas teatrais estabelecidos na cidade. Desde sua formação, a Trupe Periferia desenvolve um trabalho contínuo com jovens em situação de vulnerabilidade em toda a Região Metropolitana de Curitiba. Em 2024, recebeu uma Menção Honrosa pela Promoção da Arte no Paraná da Assembleia Legislativa do Estado e, em 2023, conquistou o Troféu Gralha Azul de Melhor Espetáculo Online.

As contribuições da Trupe Periferia, de outros coletivos culturais e do Consórcio Universitário Cultura Viva — que possui um núcleo na Universidade Federal do Paraná — são inestimáveis para a pesquisa de Victoria. Além de Curitiba, Victoria tem realizado pesquisas com Pontos de Cultura no interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.